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Frei Bruno celebra primeiro dia do Tríduo com tema dedicado às crianças

primeiro dia do Tríduo em Louvor a Santa Teresinha não poderia ter iniciado com um tema mais puro: "Ajuda-me a ser uma criança misericordiosa, oferecendo-me as alegrias de

uma infância inocente". A presença das nossas crianças encheu a Igreja de luz, graça e inocência. Contamos também com a presença do Frei Bruno, do Santuário Nosso Senhor do Bonfim, que celebrou a Santa Missa e acolheu a todos com carinho e alegria.

 

Pouco antes das leituras, as crianças dirigiram-se ao Presbitério. Carregavam consigo seus pedidos e apresentaram-nos à Santa Teresinha. Ah... Como é bela e emocionante a forma simples, mas ao mesmo tempo tão intensa com a qual pedem e agradecem!

 

Frei Bruno ressaltou, em sua homilia, que devemos ensinar e inspirar as crianças a serem misericordiosas e que devemos orientá-las que, assim como fazia Santa Teresinha, as pequenas tarefas do dia-a-dia devem ser realizadas com amor! 

 

LEIA A HOMILIA NA ÍNTEGRA 

 

O momento do ofertório foi uma emoção à parte, sendo realizado pelas próprias crianças. Elas entraram com as rosas – que representam as obras de misericórdia de Santa Teresinha – com os brinquedos – simbolizando a inocência – e com as vestes de coroinhas, que representam um coração misericordioso.

 

Ao final da celebração, Frei Bruno convidou todas as crianças a subirem no Presbitério para uma bênção especial, rogando a Deus que as proteja e guarde em todos os momentos, abençoando-as do alto da cabeça à planta dos pés! Em seguida, agradeceu a Deus pelas bênçãos derramadas!

 

Sobre o Frei Bruno

 

Nasceu em Milão, na Itália, em abril de 1944. Dos seus 72 anos, 41 deles são vividos no Brasil, onde realizou trabalhos dentro e fora do Estado de São Paulo. Pertence à ordem dos Franciscanos Menores Conventuais, que chegaram ao Brasil em Janeiro do ano de 1949 e, praticamente, iniciaram a comunidade Senhor do Bonfim.

 

Frei, pode nos contar como foi o chamado para sua vocação sacerdotal? Quando teve certeza que sua vida seria dedicada à Igreja? 

 

"Surgiu de modo especial, por ter sido coroinha: o próprio fato de ser coroinha, os encontros, os passeios com nosso pároco... Um dia um Frei passou para fazer a propaganda vocacional e foi uma coisa que veio espontânea, quase lógica! Levantei a mão e daquele dia até hoje estou aqui, nessa caminhada! Meus estudos foram realizados em Pádua e, depois de concluídos, vim para o Brasil. Os religiosos da minha província iniciaram esta missão na Argentina, Uruguai e Brasil, no ano de 1949 e o Brasil foi uma escolha, pois  alguns colegas mais velhos já estavam aqui e me incentivaram a vir para cá".

 

Neste primeiro dia de Tríduo, o tema é relacionado às crianças. Quais os pontos de destaque ou desafios da vida religiosa de alguém desta idade? 

 

"É um problema sério enfrentado pela Igreja atual, não só com as crianças, mas também com os jovens. Na Europa, praticamente perdeu-se o contato com a juventude, por vários motivos. A redução drástica da natalidade também influencia, pois a maioria das pessoas, inclusive da minha terra, têm apenas um filho. E quando um jovem, filho único, apresenta para seus pais a possibilidade de uma experiência religiosa, seminarística, cria-se um problema seríssimo. A relação de amizade, entrosamento e simpatia entre o sacerdote religioso com o jovem e a criança é o melhor caminho de incentivo, pois é possível vivenciar a dedicação do sacerdote, o carinho e cuidados com os doentes, pobres... Como dizia São Francisco: o mais importante é o bom exemplo! É a tua vida que atrai as pessoas".

 

Outubro é o mês missionário e Santa Teresinha é a Padroeira das Missões. Pode nos dar uma mensagem sobre a importância de ser missionário? E aproveitando que estamos falando de Santa Teresinha, o Senhor tem alguma relação especial com ela? 

 

"Desde o seminário menor, sempre gostei de ler a vida dos Santos. Como Franciscanos, temos todos os nossos Santos, como Santa Clara, Santo Antônio, São Francisco... Mas sempre fiquei admirado com um fato muito simples: uma criatura que faleceu muito nova, uma criatura que sempre dizia: 'Sou mulher, aqui neste mosteiro, enclausurada. O que posso fazer para ajudar a Igreja?' e, na sua meditação, chegou à conclusão - que é conhecida como 'O pequeno Caminho' - fazer tudo com amor! A santidade não está somente nas coisas grandes, mas também na simplicidade que, aliás, é o caminho de todo santo. O Papa Pio Xl decidiu colocar Santa Teresinha ao lado de São Francisco Xavier como Padroeira das Missões. Missionário não é somente aquele que sai, percorre grandes distâncias; mas também, no corpo místico da Igreja, quem fica e vive bem, dá bons exemplos, reza, demonstra que é um grande missionário".

 

O senhor gostaria de acrescentar alguma coisa ou deixar alguma mensagem para a comunidade? 

 

"A comunidade de Santa Teresinha terá a honra de receber a Abertura da Visita Pastoral Missionária justamente no dia 1º de Outubro, dia de Santa Teresinha! E será um momento muito bonito para lembrar que, exatamente no dia da Padroeira desta igreja, o Bispo realizou a abertura oficial desta missão na região de Utinga. Eu sempre falo que, para nós, os Santos são sempre um motivo de desafio... Eles são como nós, com pecado original, sem privilégios. Mas quando perceberam que Deus os chamava, decidiram de maneira radical! Os Santos nos convidam a sermos santos em pequenas coisas, feitas com muito amor e constância!".

 

 

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