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Santa Rita de Cássia: a santa das causas impossíveis e perdidas

Santa Rita de Cássia é considerada, junto com São Judas Tadeu, a padroeira das causas impossíveis e perdidas. Sua festa é celebrada em 22 de maio. Vamos conhecer um pouco mais de sua vida?

 

Rita era a abreviação carinhosa de seu verdadeiro nome: Margherita Lotti, nascida em maio de 1381, nas montanhas de Roccaporena, perto de Cássia, região da Umbria, Itália. Ela era filha única de um casal muito simples, que gostava muito de orar e, por isso, ensinou à filha tudo sobre a fé e sobre Nossa Senhora – o que muito contribuiu para sua formação.

 

Aos 13 anos, Santa Rita já tinha o desejo de tornar-se religiosa, mas para atender ao desejo dos pais, já idosos, acabou casando-se cedo, como era costume na época. O jovem escolhido foi Paolo Ferdinando, que se tornou um marido infiel e desenvolveu o hábito de beber demais. Rita, porém, demonstrou muita paciência e resignação com tudo que sofreu durante o tempo de casada. Com perseverança e fé, rezou muito pela conversão do esposo, com quem teve dois filhos. Por fim, aquele homem rude e bruto se converteu, mas por ter deixado um rastro de violência e rixas entre alguns grupos da cidade, acabou sendo assassinado.

 

Seus filhos, mesmo jovens, juraram vingar a morte do pai, e Santa Rita rezou a Deus para que eles não cometessem esse pecado mortal. Logo os dois adoeceram de forma incurável, e ela, em seu caminho de fé, os ajudou a se converterem ao perdão e ao amor de Deus. A graça foi tão grande que os dois conseguiram perdoar o assassino do pai antes de morrerem.

 

Rita se viu sozinha e, então, foi atrás de sua antiga vocação: a vida consagrada! No entanto, sua entrada no mosteiro das monjas agostinianas foi negada por três vezes. Nem por isso ela desistiu! Certa noite, escutou uma voz que a chamava; quando abriu a porta, viu três homens: Santo Agostinho, São Nicolau de Tolentino e São João Batista (seus santos protetores). Eles a conduziram até o interior do convento, que estava com as portas trancadas. Ao acordarem, as religiosas ficaram surpresas de vê-la ali, rezando na capela. Assim, ela foi imediatamente aceita como serviçal da Ordem, e mesmo com os afazeres rotineiros não deixou de orar, chegando a passar horas diante da imagem de Jesus crucificado.

 

Sofrimento partilhado com Cristo

 

Orando aos pés da cruz, Santa Rita de Cássia pediu a Jesus que pudesse sentir um pouco das dores que Ele sentiu em sua crucificação. Então um dos espinhos da coroa de Cristo cravou-se em sua cabeça e fez uma grande ferida. Devido ao fétido odor ocasionado, ela ficava isolada das demais irmãs e, deste modo, passou a orar e jejuar mais. A chaga ficou na testa de Santa Rita por 15 anos e só desapareceu quando ela foi a Roma, no ano santo; mas quando voltou ao mosteiro, a ferida se abriu novamente.

 

Após esse episódio, Santa Rita passou a se alimentar apenas da Santa Eucaristia e a ter sempre um crucifixo junto ao peito. Porém, sua saúde foi ficando debilitada e, no dia 22 de maio de 1457, entregou a alma a Deus. Na mesma hora, a ferida se fechou, o mau cheiro deu lugar a um discreto perfume e seu rosto foi tomado por um sorriso de contentamento. Seu corpo não foi sepultado e ficou exposto no oratório, estando intacto na igreja anexa ao convento até os dias de hoje.

 

A imagem de Santa Rita

 

Na imagem da santa, o crucifixo representa sua paixão por Jesus. A coroa de espinhos ilustra a contemplação que ela fazia à cruz de Cristo e a seus sofrimentos, pela salvação da humanidade. O estigma na testa representa a chaga partilhada com Jesus. As rosas fazem referência a uma roseira que ela plantou no convento e também simbolizam sua intercessão pela conversão dos pecadores e a bondade de seu coração. Por fim, o hábito representa sua vida religiosa: o véu preto são os votos perpétuos de pobreza, castidade e obediência, e a parte branca é a pureza de coração.

 

Santa Rita de Cássia, rogai por nós!

 

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