Pastoral do Dízimo  

"Cada um contribua segundo propôs no seu coração, porque Deus ama quem dá com alegria"

                                                                                                                                                                                                                                                           (2Cor 9,7)

O QUE É O DÍZIMO?

 

O dízimo é sinal de gratidão por tudo aquilo que Deus realiza em nossas vidas. Trata-se de uma contribuição mensal, voluntária e espontânea a partir da qual os fiéis assumem corresponsavelmente a sustentação de sua comunidade e da Igreja.

ORAÇÃO DO DIZIMISTA

Recebei, Senhor, meu Dízimo.

Não é uma esmola, pois não és pobre.

Não é uma contribuição porque não precisais.

Senhor, esta importância representa o meu reconhecimento e a minha gratidão, pois tudo o que tenho vem de Ti: Paz, Amor, Saúde e Bens.

Quero participar da vida de minha comunidade de forma consciente e fraterna, colaborando para a Evangelização e compartilhando o que me deste.

Amém!

 

História do Dízimo

No Antigo Testamento, o dízimo tinha como primeira finalidade a sustentação dos levitas para que estes tivessem tempo para o culto a Deus e depois para saciar a fome e socorrer os mais necessitados.

No tempo de Jesus, o dízimo era pago por alguns que se vangloriavam de cumprir a lei, desfazendo e marginalizando os que não podiam pagar. Jesus chamou-lhes a atenção “Ai de vós... pagais o dízimo... mas omitis as coisas mais importantes da lei: a justiça, a misericórdia e a fidelidade. Importava praticar estas coisas, mas sem omitir aquelas” (Mt 23,23). Apaixonados por Jesus e pelo Evangelho, os primeiros cristãos optam por não continuar com o dízimo, mas vendiam suas propriedades e bens e dividiam entre todos.

 

No ano de 585, a Igreja torna o dízimo obrigatório para todos os católicos: quem não o pagasse, sofria castigo, podendo ser excomungado.

 

Em 1969, os padres do Brasil, sugeriram a volta do dízimo por razões pastorais e a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) publicou o Estudo intitulado “Pastoral do dízimo” a partir de três orientações:

  1. Que o dízimo seja mensal;

  2. Que o dízimo seja partilhado livremente;

  3. Que a quantia ofertada seja segundo a consciência e generosidade do dizimista.

 

Em 2016, a CNBB publicou o Documento 106, “O Dízimo na Comunidade de Fé – Orientações e Propostas”, após um seminário realizado em Aparecida, no qual orienta que “o dízimo se situe no âmbito da fé cristã e que a pastoral do dízimo se situe em perspectiva de evangelização.”. Este documento diz ainda que “a decisão de contribuir com o dízimo nasce de um coração agradecido por ter encontrado o Deus da vida e experimentado a beleza de sua presença amorosa no dia a dia.”

A Pastoral do Dízimo na Paróquia Santa Teresinha

A Paróquia Santa Teresinha iniciou os estudos para reimplantação do dízimo em meados de 1994, sob orientação do padre Wagner. Foram realizados estudos de aprofundamento do dízimo e a equipe missionária MEAC (Missionários para Evangelização e Animação de Comunidades São Paulo Apóstolo) enviou o missionário Francisco José dos Santos, conhecido como Dunga, que realizou palestras para a comunidade sobre a importância e a necessidade do dízimo, lembra a dizimista e membro da pastoral desde esta época, Suely: “Me lembro de que o Dunga disse que se você não tem recurso, pode ofertar sua vida, sua família...”.

Em 11 de dezembro de 1994, foi realizada uma missa para oficializar a implantação da pastoral e assim apresentá-la para a comunidade. A equipe do dízimo promoveu divulgações utilizando faixas, cartazes, folders e ofertou o livro “Dízimo e oferta na comunidade” para as famílias. Em maio de 1995, a paróquia contava com 307 dizimistas, tendo o padre Wagner como dizimista número 1. O padre utilizava o dízimo para ajudar as pessoas necessitadas comprando remédios.

Com a chegada do padre Jorge na paróquia, a pastoral realizava plantões em todas as missas, quando recebiam as ofertas dos paroquianos através do carnê. Todo terceiro domingo do mês, a missa era dedicada aos dizimistas e os agentes pastorais eram responsáveis pelas preces. A pastoral foi extinta em 2003, pelo padre Jorge, mas os dizimistas continuaram contribuindo na secretaria da igreja.

Com a chegada do padre Tiago, no final de 2014, a Pastoral do Dízimo foi retomada e hoje conta com 713 dizimistas cadastrados e 17 agentes pastorais que realizam plantões nos dois primeiros finais de semana do mês. Essa pastoral tem a missão de conscientizar e evangelizar os paroquianos sobre a sua contribuição e corresponsabilidade com a sua comunidade.

Todo segundo fim de semana do mês, a comunidade reza a oração do dizimista e, então, os dizimistas fazem a sua oferta e as colocam em uma urna através de uma procissão cantando alegremente “De mãos estendidas ofertamos, o que de graça recebemos...”.

Junho é o mês dedicado ao dízimo, quando a pastoral realiza missas em intenção aos dizimistas e presta homenagens àqueles que por amor a Deus e corresponsabilidade com a sua comunidade contribuem voluntariamente.

Serviço

Para mais informações sobre o dízimo, consulte os membros da Pastoral do Dízimo.

Os plantões são realizados sempre nos dois primeiros finais de semana do mês.

Sobre os Participantes

A Pastoral da Dízimo é composta pelos coordenadores e cerca de 15 integrantes.

A importância do dízimo para a Igreja

 

O Documento 106 da CNBB, “O Dízimo na Comunidade de Fé – Orientações e Propostas” explica os motivos para tornar-se um dizimista: “A decisão de contribuir com o dízimo nasce de um coração agradecido por ter encontrado o Deus da vida e experimentado a beleza de sua presença amorosa no dia a dia.”.

Ao optar por ser dizimista, você escolhe participar e não apenas assistir ao processo de evangelização e manutenção da Igreja. Ser dizimista é um testemunho de fé em Deus e confiança em Suas promessas. O dízimo não é uma obrigação, ele deve ser oferecido de forma consciente e espontânea demonstrando a sua generosidade e corresponsabilidade com a evangelização da Igreja.

O dízimo é partilhado por pessoas comprometidas com os mandamentos da Igreja, dentre os quais está “atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades”. Contribuindo com o dízimo, os fiéis doam de si mesmo, de acordo com o seu coração, partilhando o resultado de seu trabalho ou seus rendimentos a serviço da evangelização.

A família de nossa padroeira, Santa Teresinha, é um exemplo a ser seguido por sua imensa generosidade. Luis Martin, pai de Santa Teresinha, e hoje também santo, repartia com os pobres aquilo que ganhava com a profissão de relojoeiro e depois comerciante. Além disso, fazia grandes ofertas a igreja a qual a família frequentava, doando até mesmo o belíssimo altar-mor da Catedral de São Pedro, na cidade de Lisieux.

Que Deus abençoe os dizimistas de nossa paróquia!

Paróquia Santa Teresinha

Praça Rui Barbosa, s/n - Santa Terezinha, Santo André/SP

Informações: Tel. (11) 4996-3506 | WhatsApp. (11) 99971-5580 | teresinha.sa@diocesesa.org.br | Redes sociais: @santateresinhasa