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  • Redação – PASCOM Santa Teresinha

92 Anos da Canonização de Santa Teresinha: "Não morro, entro na vida"


Em 2017, comemoramos os 92 anos da canonização de nossa padroeira, Santa Teresinha do Menino Jesus! Após 24 anos de vida, nossa santinha faleceu de tuberculose em 30 de setembro de 1897, oferecendo seus sofrimentos pela salvação das almas. Mas aquela que, em vida, disse frases como: "Depois de minha morte, farei cair uma chuva de rosas", "Vou passar meu céu fazendo o bem na terra" e "Não morro, entro na vida", não poderia contentar-se em desfrutar sozinha das glórias celestiais. Assim, começou cedo a demonstrar a força de sua intercessão.

Beatificação

Antes de ser canonizada, Teresinha foi beatificada, em 29 de abril de 1923. O primeiro milagre atribuído a sua intercessão foi a cura da irmã Luísa de São Germano, da Congregação das Filhas da Cruz, que padecia de grave úlcera hemorrágica no estômago. O segundo, semelhante ao primeiro, foi a cura de um jovem seminarista de Lisieux, Charles Anne, vítima de tuberculose pulmonar aguda no último ano de seus estudos para se tornar sacerdote. Foram curas totais, absolutamente extraordinárias. Analisadas com todo o rigor estabelecido pela Igreja para atestar a autenticidade de um milagre, foram declaradas cientificamente inexplicáveis e prodigiosas.

Semblante de paz da Irmã Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face em seu leito de morte

Os milagres se sucederam em todo o mundo. Ensejando a rápida abertura do processo de canonização da beata, foram expostos ao exame da Sagrada Congregação dos Ritos (hoje Congregação para as Causas dos Santos) dois novos casos: o da irmã Gabriela Trimusi, da Congregação das Filhas dos Sagrados Corações, em Parma, curada após uma novena em honra à irmã Teresa, de uma artrossinovite crônica que lhe provocava enormes dores nos joelhos e de uma espondilite que lhe atacava a espinha dorsal já há dois anos, não respondendo a nenhum dos tratamentos tentados; e de Maria Pellemans, belga que sofria de turberculose pulmonar, tendo mais tarde manifestado também enterite e gastrite da mesma origem tuberculosa, curada após uma peregrinação ao túmulo da então Beata Teresa do Menino Jesus, cuja intercessão invocou.

Canonização

A canonização de Santa Teresinha acontece em 17 de maio de 1925, em Roma, feita pelo Papa Pio XI, na presença de cerca de 500 peregrinos. Na ocasião, disse o Santo Padre em sua homilia, comentando o trecho do Evangelho que diz que "se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus" (Mt 18, 3):

"Teresa, a nova Santa, tendo absorvido fortemente esta doutrina evangélica, traduziu-a na prática da vida cotidiana: de fato, com a palavra e com o exemplo, ensinou às noviças do seu mosteiro esta via da infância espiritual, e a todos os outros por meio dos seus escritos: escritos que, difundidos em todo o mundo, ninguém lê sem querer reler mais e mais vezes, com alegria máxima para a alma e com fruto. Na verdade, esta puríssima menina, que floresceu no horto recluso do Carmelo, tendo acrescentado ao próprio nome o do Menino Jesus, expressou em si mesma a sua imagem, de modo que se diga que quem venera Teresa, venera e louva o divino exemplo que ela copiou em si mesma".

"Hoje, portanto, esperamos que nas almas dos fiéis se estabeleça o firme propósito de pôr em prática esta infância espiritual, a qual consiste nisto: que tudo o que a criança pensa e faz por natureza, também nós o pensemos e façamos pelo exercício da virtude. De fato, como as crianças, não manchadas por nenhuma culpa e desimpedidas de qualquer esforço de paixão, repousando seguras na posse da própria inocência, e livres de todo engano e falsidade, exprimem sinceramente seus pensamentos e agem retamente de acordo com o que são de fato, Teresa mostrou-se mais angélica que humana e alcançou a simplicidade de uma criança, segundo a lei da verdade e da justiça".

"Na memória da virgem de Lisieux estavam bem impressos o convite e as promessas do divino Esposo: 'Quem é pequeno venha a mim' (Pr 9, 4); 'Seus filhinhos serão carregados ao colo, e acariciados no regaço. Como uma criança que a mãe consola, sereis consolados' (Is 66, 12-13). Assim, Teresa, consciente de sua própria fragilidade, entregou-se confiante à divina Providência, a fim de que, apoiando-se exclusivamente em Sua ajuda, pudesse alcançar a perfeita santidade de vida, mesmo através de grandes dificuldades, tendo decidido chegar a ela com a total e alegre abdicação da própria vontade".

"Não surpreende, então, que nesta santa religiosa se tenha realizado o que disse Cristo: 'Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus' (Mt 18, 4). De fato, aprouve à benevolência divina enriquecê-la com o dom de uma sabedoria quase singular. Tendo atingido largamente a verdadeira doutrina da fé por meio da instrução do Catecismo, a ascética, do áureo livro da Imitação de Cristo e a mística, dos livros de São João da Cruz, alimentando também sua mente e seu coração com a assídua leitura das Sagradas Escrituras, o Espírito de verdade lhe comunicou e manifestou o que coube esconder 'aos sábios e entendidos' e revelar 'aos pequeninos'. De fato, ela – segundo o testemunho do nosso Predecessor – foi dotada de tal ciência das coisas celestes a ponto de indicar aos outros a via correta da salvação. E esta participação abundante na divina luz e na divina graça acendeu em Teresa um incêndio tão grande de caridade que, portando-a continuamente quase fora do corpo, por fim, a consumou, de modo que, pouco antes de deixar a vida, pôde candidamente declarar que 'não havia dado a Deus nada mais do que amor'. Segue-se também que, por essa força de ardente caridade, na jovem de Lisieux, existiram o propósito e o empenho 'de trabalhar por amor de Jesus, unicamente para agradar e consolar o seu Sacratíssimo Coração e para promover a salvação eterna das almas, para que pudessem amar a Cristo para sempre'. Que ela tenha começado a fazê-lo e obtê-lo tão logo chegou à Pátria Celeste se percebe facilmente vendo que essa mística chuva de rosas, que ela tinha ingenuamente prometido enquanto viva, tenha se propagado e continue a se propagar sobre a terra, por concessão divina".

Túmulo de Santa Teresinha na Basilique Sanctuaire Sainte-Thérèse de Lisieux, na França

Títulos

Em 14 de dezembro de 1927, Santa Teresinha foi declarada Patrona Universal das Missões Católicas, juntamente com São Francisco Xavier. Em 03 de maio de 1944, o papa Pio XII proclamou-a padroeira secundária da França, ao lado de Santa Joana d’Arc. E em 19 de outubro de 1997, por ocasião do centenário de sua morte (30 de setembro de 1997), o Papa João Paulo II, hoje também santo canonizado, na Carta Apostólica Divinis Amoris Scientia, a declarou Doutora da Igreja Universal por causa de sua mensagem da Infância Espiritual e da Contemplação da Face de Cristo.

Em 13 de dezembro do mesmo ano, a urna com suas relíquias chegou ao Brasil, trazida pelo Cardeal Primaz Dom Lucas Moreira Neves, para peregrinar por várias dioceses. Em nossa paróquia, a urna chegou no dia 12 de setembro de 1998, data de grande importância e alegria para nossa comunidade, na época dirigida pelo padre José Mateus Domingues Filho. Foi feita uma procissão pelas principais ruas do bairro e, em seguida, o então bispo da Diocese de Santo André, Dom Décio Pereira, presidiu a Santa Missa.

Conheça outros fatos da história de nossa paróquia!

Chegada da urna com as relíquias de Santa Teresinha na paróquia, em 1998

Procissão pela vinda das relíquias de Santa Teresinha à paróquia

Fontes de pesquisa para saber mais:

- Cruz Terra Santa - Basílica Santa Teresinha do Menino Jesus - Carmelo Nossa Senhora Aparecida - Padre Paulo Ricardo - Associação Apostolado do Sagrado Coração de Jesus

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