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  • Mariana Junqueira - PASCOM Santa Teresinha

Série Mês das Vocações | Família: “Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.”


« O amor é paciente, o amor é prestável; não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita, nem guarda ressentimento, não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta » (1 Cor 13, 4-7).

Na Exortação do Amor para as Famílias (Amoris Laetitia), o Papa Francisco nos ajuda a compreender uma passagem bíblica muito conhecida. Será que conseguimos entender o que São Paulo diz nas entrelinhas da sua primeira carta aos Coríntios (1 Cor 13, 4-7), para praticar e cultivar esses ensinamentos sobre o amor na vida em família?

O amor é paciente... O amor nos ensina a aceitar o outro, mesmo quando age de modo diferente daquilo que eu desejaria. Que tal respirar fundo quando algo não te agrada?

O amor é prestável... O amor é mais que um sentimento, o verbo amar em hebraico quer dizer “fazer o bem”. Por isso, mais que em palavras, que tal demonstrar o amor em atitudes?

Não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso... O amor quer o bem e se alegra quando o outro encontra a felicidade, porque amar é abandonar o individualismo e pensar também nos demais. Não se busca ser superior aos outros, pois o amor cultiva a humildade.

Nada faz de inconveniente... O amor se apresenta com palavras e gestos agradáveis para não fazer os outros sofrerem. Amar é ser capaz de dizer palavras de incentivo, que reconfortam, fortalecem, consolam e estimulam; por isso o Santo Padre nos questiona: “na minha casa, grita-se ou fala-se com amor e ternura?”.

Não procura o seu próprio interesse... Devemos procurar mais amar do que querer ser amado, sem esperar nada em troca. Como a própria Oração de São Francisco nos ensina “Ó Mestre, fazei que eu procure mais consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado.”.

Não se irrita... As discussões por pior que sejam devem ser superadas após esfriar a cabeça. Por isso, nunca se deve terminar o dia sem fazer as pazes na família: “Basta um pequeno gesto, uma coisa de nada. É suficiente uma carícia, sem palavras. Mas nunca permitais que o dia em família termine sem fazer as pazes.” (Papa Francisco).

Nem guarda ressentimento... Mesmo que perdoar não seja fácil, vale a pena o sacrifício. Muitas vezes é preciso aceitar-se a si mesmo, saber conviver com as próprias limitações e inclusive perdoar-se, para poder ter esta mesma atitude com os outros.

Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade... Nosso Senhor aprecia de modo especial quem se alegra com a felicidade do outro, porque “Deus ama quem dá com alegria” (2 Cor 9, 7). A família deve ser sempre o lugar onde as pessoas se alegram e comemoram as conquistas umas das outras.

Tudo desculpa... Todos nós somos uma complexa combinação de luzes e sombras; humanos, temos qualidades e defeitos. Mas o outro não é apenas aquilo que me incomoda; é muito mais do que isso. O amor convive com a imperfeição e a aceita. Que tal pensar nas coisas boas ao invés de apontar erros e defeitos?

Tudo crê... O amor confia, liberta, não controla ou domina. Só assim uma relação pode se enriquecer, pois a liberdade permite abertura ao mundo e a novas experiências, tal que, ao reencontrarem-se, os cônjuges podem viver a alegria de partilhar o que receberam e aprenderam fora do circuito familiar. Além disso, confiar torna as relações sinceras e transparentes, sem necessidade de segredos.

Tudo espera... indica a esperança de quem sabe que o outro pode mudar; sempre espera que seja possível um amadurecimento. Não significa que, nesta vida, tudo vai mudar; implica aceitar que nem tudo aconteça como se deseja, mas talvez Deus escreva certo por linhas tortas.

Tudo suporta... O amor é uma resistência dinâmica e constante, capaz de superar qualquer desafio. O ideal cristão, nomeadamente na família, é amor que apesar de tudo não desiste.

Vivemos diversas dificuldades em família, mas também incontáveis momentos felizes. Confie sua família a Deus! Peça a benção da Sagrada Família de Nazaré por sua vocação familiar!

Baseado em:

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL AMORIS LÆTITIA

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