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  • Kátia Pazini - Pascom Santa Teresinha

Quaresma e Campanha da Fraternidade 2021



Sobre a Quaresma


Sabe-se que, aproximadamente 200 anos depois de Cristo, os cristãos introduziram três dias antes da Páscoa dedicados à oração, à meditação e ao jejum como sinal de luto pela morte de Cristo.


Pensaram também que não deveria ser só preparada, mas era necessário encontrar também uma forma de prolongar a alegria e a riqueza espiritual da Páscoa. Foram assim instituídas sete semanas depois da Páscoa, 50 dias de Pentecostes que deveriam ser celebrados com alegria. Durante os dias de Pentecostes, rezava-se em pé, era proibido jejuar. Era como se o dia de Páscoa durasse 50 dias.


Desde os tempos antigos, a Quaresma sempre significou um período de renovação da própria vida. As práticas a cumprir eram três: a oração, a luta contra o mal e o jejum.

• A oração para pedir a Deus força para se converter e para crer no Evangelho. Aqui ressalta-se o aspecto da mudança, da consciência do próprio erro e a possibilidade de seguir um caminho diferente. O segundo aspecto é rezar para ter a fé como dom de Deus. Quase que se poderá dizer que a quaresma é um tempo de retiro vivido por toda a Igreja;

• A luta contra o mal para dominar as paixões e o egoísmo, abrir-nos aos outros;

• O jejum, pois para seguir Jesus Cristo, o cristão deve ter a força de se esquecer de si mesmo, de não pensar nos próprios interesses, mas só no bem do irmão. Assumir uma atitude constante, generosa e desinteressada não é fácil. É este o sentido do jejum. Também pode significar que, para ajudar a quem se encontra em mais necessidade, muitas vezes é necessário renunciar àquilo do que se gosta e isso implica sacrifício. O fruto do jejum servirá para matar a fome e a sede a um necessitado.


A Quaresma é tempo favorável para, através de diversas formas, renovarmos a nossa fidelidade cristã. O gesto de imposição das mãos na quarta-feira de cinzas leva-nos a tomar consciência da nossa condição de pecadores. É tempo propício para o aprofundamento do desígnio de Deus sobre cada um, e também de renúncia, conversão e crença.


Ao longo destes 40 dias, as leituras sugerirão: sentido de jejum e da partilha, amor ao próximo, importância da oração, conversão, justiça de Deus, a sua misericórdia, o perdão e a reconciliação. Estas leituras quaresmais levam-nos a interrogarmo-nos: como vivemos as exigências do nosso batismo? Sugere-se mais reflexão sobre a Palavra de Deus, mais oração e a Via-Sacra.



Campanha da Fraternidade 2021


Em tempos de fundamentalismo e polarização que estamos experimentando em nosso país, a Campanha da Fraternidade de 2021 será ecumênica e terá como tema “Fraternidade e Diálogo: Compromisso de Amor”. E, como lema, o trecho da carta de Paulo aos Efésios: “Cristo é a nossa paz: do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2,14).


A primeira Campanha da Fraternidade Ecumênica se deu no início do ano 2000 e, desde então, chegamos a esta quinta edição colhendo os frutos da ação diaconal ecumênica transformadora. Organizada pelas igrejas-membros do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic), terá também a participação do Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (Ceseep) e da Igreja Betesda.


No atual contexto brasileiro, é de suma importância que todo trabalho realizado nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica vise identificar as causas geradoras das intolerâncias e promover um diálogo autêntico que contribua para a promoção de uma paz vital e que se manifesta em uma unidade que valoriza e que acolhe a diversidade.


Entre tantas, podemos identificar as seguintes causas geradoras de intolerância: a tendência de se negar a história construída para ocultar as desigualdades e fortalecer as hierarquias sociais do Brasil; e a descontextualização de Jesus, que o transforma em uma pessoa que não interagiu e não se manifestou sobre os conflitos e opressões de seu tempo. É preciso denunciar sempre que o nome de Jesus for usado indevidamente para gerar diferentes violências e usado para a discriminação, para o racismo e para legitimar a destruição da Casa Comum.


Por isso, este sonho ecumênico tem como objetivo geral convidar as comunidades de fé e pessoas de boa vontade para pensar, avaliar e identificar caminhos para superar as polarizações e as violências por meio do diálogo amoroso testemunhando a unidade na diversidade.


Esta Campanha da Fraternidade Ecumênica terá como processo metodológico uma espécie de caminhada, uma trajetória de autocrítica e de afirmação, um testemunho crítico a uma sociedade que está sendo estruturada sobre a violência. A inspiração está no texto dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35) que, ao decidirem realizar o caminho, redescobrem o Cristo da Paz e da Ressurreição.



FONTES:

https://www.edicoescnbb.com.br/campanha-da-fraternidade-2021

https://www.a12.com/redacaoa12/igreja/4-pontos-para-viver-bem-a-campanha-da-fraternidade-2021

https://www.dehonianos.org/portal/quaresma-tempo-de-revisao0/

https://www.eadseculo21.com.br/retiro-quaresma-2021.html

https://www.vaticannews.va/pt/africa/news/2021-01/quenia-quaresma-2021-dedicada-a-boa-governacao-recomecar-da-fo.html


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