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  • Maristela Festucci e Sérgio Bassi - PASCOM Santa

Bênçãos do Fogo e da Água encerram Tríduo Pascal no Sábado Santo


A celebração do último dia do Tríduo Pascal, ocorrido no dia 26 de março - Sábado Santo - iniciou às 19h do lado de fora da igreja. Uma pequena fogueira foi acesa para realizar a Benção do Fogo Novo e, após este ritual repleto de simbologias, o Círio Pascal foi aceso, com muita alegria. A partir daquele momento tínhamos a luz divina para nos guiar!

Em seguida, o Círio Pascal foi conduzido para dentro da igreja e os fieis entraram logo atrás, em silêncio, tomando seus lugares. A celebração seguiu no escuro, pois neste momento toda a atenção se volta para a luz de Jesus. As velas dos pré-cerimoniários e cerimoniários foram acesas no Círio Pascal e, então, eles transferiram a sua luz para os paroquianos, que iam compartilhando com os próximos; assim, pouco a pouco, todas as velas foram acesas. Na sequência, a comunidade foi surpreendida por nosso pároco, que entoou lindamente a Proclamação da Páscoa, enquanto a comunidade seguia cantando o refrão: "Ó noite de alegria verdadeira, que reúne novamente o céu e a terra inteira", ao mesmo tempo em que erguiam suas velas. Neste momento especial pôde-se sentir toda a recompensa de nossas vigílias e jejuns. Após os quarenta dias da quaresma, período que passamos introspectivos nos concentrando em nossos pecados, chega o momento em que podemos extravasar nossas almas renovadas no amor de Jesus.

Esta Santa Missa conta com várias leituras e ensinamentos. Com alegria e cânticos jubilosos, as luzes se acendem e, carregado por alguns fieis, Jesus Ressuscitado adentra na igreja. E a homilia de nosso pároco nos lembrou que não devemos adorar um Cristo morto, e sim Jesus Ressuscitado!

Após a Liturgia, mais uma vez nosso coração se encheu de alegria ao cantarmos, junto com os músicos, a Ladainha de todos os Santos.

Passado este momento, Pe.Tiago realizou a Bênção da Água, que logo em seguida foi aspergida nos fieis para que todos pudessem renunciar ao pecado e renovar suas promessas. Neste mesmo dia um lindo menino recebeu também o Primeiro Sacramento do Batismo.

A celebração seguiu para a Liturgia Eucarística e pudemos receber o Corpo de Cristo com a alma purificada! A bênção solene de Páscoa foi dada pelo nosso pároco e a Missa de Aleluia chegou ao fim, porém em nosso coração a fé renovada se manterá acesa, na certeza de que Jesus venceu a morte, ressuscitou e viverá para sempre!

Sábado Santo - Simbologias e significados

O Sábado Santo, também conhecido como Sábado de Aleluia – e que para alguns é também o dia da “malhação do Judas” –, é uma celebração com grande significado e complexidade litúrgica, devido à série de rituais que ocorrem durante a missa. Ela é repleta de simbologias e fatos-chave de nossa fé, além de ser um pouco mais longa que a habitual, por compreender mais leituras.

É o terceiro e último dia do Tríduo Pascal, quando permanecemos em silêncio durante o dia, devido à morte do Senhor que acabou de ocorrer. É um momento de espera, de paciência, de vazio, no qual se espera o momento de bradar “Aleluia”, o que não pudemos fazer durante toda a quaresma. Este é o momento de transição, no qual o Senhor não se encontra conosco. O Sacrário permanece aberto e vazio. Desde a Quinta-feira Santa todas as imagens da Igreja estão cobertas por panos.

A celebração divide-se em quatro momentos: Liturgia da Luz, Liturgia da Palavra, Liturgia Batismal e Liturgia Eucarística. Na primeira parte, com a Igreja toda em escuridão e todos do lado de fora, o fogo novo é abençoado, externamente à Igreja, e o Círio Pascal é aceso. O Círio representa a Luz de Cristo, na qual são acesas as velas do batismo, da crisma e durante a renovação das promessas do batismo. No Círio encontram-se algumas simbologias: as letras gregas Alfa e Ômega que representam, respectivamente, o início e o fim, assim como o Cristo nos é; o ano em curso; e a cruz, que é o símbolo do sofrimento e da redenção. O padre insere cinco cravos nas extremidades e centro da cruz, representando cada um deles uma das chagas santas e gloriosas de Cristo (a coroa de espinhos, o prego da mão direita, o prego da mão esquerda, o prego dos pés e o corte feito em seu lado direito). Depois, o celebrante e os fiéis entram na Igreja com o Círio, elevando-o, onde são pronunciados três vezes os dizeres: “Eis a Luz de Cristo: demos graças a Deus!”. Após isto, as velas de todos os presentes são, pouco a pouco, acesas a partir do "fogo novo". Ele é incensado e o celebrante entoa o cântico do Exulte, também chamado de Precônio Pascal.

A segunda parte da celebração, iniciada ainda em escuridão, é a Liturgia da Palavra, na qual as leituras abordam vários temas: desde o Gênesis, com a criação do homem à Sua imagem e semelhança; passando pelo salmo que diz “enviai o vosso Espírito Senhor e da terra toda face renovai”; em seguida, temos a passagem no qual Deus liberta os filhos de Israel do Egito: enquanto Moisés erguia seus braços, Deus dividiu o Mar Vermelho para que fosse possível essa fuga, com posterior afogamento das tropas egípcias; é entoado, então, o cântico de Moisés, que nos relembra esta história e toda a gratidão para com Deus; depois, temos um trecho do livro de Isaías, o qual fala da necessidade de buscarmos o Senhor enquanto ele pode ser encontrado e que seus pensamentos estão muito acima dos nossos; na sequência, temos mais um salmo, com os dizeres “Com alegria bebereis do manancial da salvação”. Após todo este embasamento histórico, chega o momento de proclamar a Páscoa por meio do canto do Glória, que ficou ausente durante toda a quaresma também. Neste momento, as luzes da Igreja são acesas, pois Cristo ressurgiu! Os panos das imagens são retirados e há muita alegria, pois a ressurreição é uma realidade a partir daquele momento.

Nesta parte da liturgia, ainda há a leitura da Carta aos Romanos, que diz que o velho homem foi crucificado com Cristo e que, se morremos com Ele, também ressurgiremos juntamente a Ele; a morte não tem mais poder sobre o Cristo, pois aquele que morre, morre também para o pecado, e aquele que vive é para Deus que vive. Por fim desta etapa, temos a proclamação do Evangelho de Lucas, cujo trecho aborda a passagem na qual as mulheres encontram a pedra do túmulo removida e ouvem “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo?”. Ou seja, a liturgia desta missa é um resumo de todas as maravilhas que Deus realizou com seu povo no decorrer da história.

Em seguida, temos a terceira etapa: a Liturgia Batismal. Nela, é cantada a ladainha de todos os santos e, depois disto, é realizada a bênção da água. A água simboliza a pureza e também a passagem para uma vida nova, pois ela lava, limpa e renova. Caso haja batizado, ele é efetuado neste momento. Em seguida, é realizada a renovação das promessas do batismo, no qual os fiéis podem reafirmar os princípios fundamentais de sua fé e, logo após, são aspergidos pela água anteriormente abençoada.

A quarta e última etapa é a Liturgia Eucarística, que é similar àquela que ocorre habitualmente nas missas: o período no qual acontece a consagração das partículas e a comunhão. Por fim, há a bênção Pascal.

O Sábado Santo é um resumo de nossa fé, a demonstração de todo o Amor de Deus para conosco e Sua Presença Viva em nosso meio, como Luz e desejo de renovação.

Fontes: ACI Digital; Agência Ecclesia; Portal Catequisar.

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